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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

10 coisas que toda criança merece




A Criança está criando um mundo novo



A criança não vai viver no mundo em que nós vivemos e, portanto, tem o direito de construir o mundo em que vai viver. Conversando com uma criança de dez anos sobre guerra nuclear, ela nos disse: “Eu acho que os adultos têm inveja porque eles vão morrer, e a gente, criança, é que vai ficar, e aí, eles querem destruir o mundo”. Talvez essa criança tenha uma profunda razão no que diz. Muitas vezes queremos impor formas de ser, que, no fundo, apenas revelam como somos frustrados por não termos feito diferente ou porque somos incompetentes para mudar. A velha frase de que a criança de hoje é o homem de amanhã não deveria ser esquecida.
Os adultos, de maneira geral e particularmente os professores, estão, freqüentemente, dominados por seus valores, sua moral, seus medos e ambições e tentam, a todo custo, impô-los às crianças. Muitas vezes essa imposição é feita de maneira suave, fazendo uso de “chantagem afetiva”; os pais, particularmente, utilizam muito este método, ao passo que os professores tendem a repressão pura e simplesmente, dizendo o que é certo e o que é errado.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AJUDE UMA CRIANÇA NESSE NATAL !

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  SOCIEDADE OS PEQUENINOS DE DEUS 


Rua João XXIII, 330 – Bairro Bom Retiro – 35.588-000 – Arcos – MG 
Fone: (37) 3351–3074 – E-mail: pequeninos@twister.com.br 



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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Adaptação escolar : 10 dúvidas sobre adaptação na Educação Infantil

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Conheça as dicas mais importantes para assegurar uma acolhida tranquila para crianças e suas famílias


A adaptação escolar não acontece apenas quando uma criança vai à creche ou à pré-escola pela primeira vez, mas sempre que se depara com uma nova etapa de ensino ou um novo ambiente, como uma mudança de escola ou de turma. 

Se o novo gera insegurança e ansiedade em qualquer idade, na Educação Infantil, esse processo é ainda mais intenso. Saindo de suas zonas de conforto, os pequenos se veem em um ambiente coletivo com regras diferentes das de casa, são estimulados a participar de atividades incomuns ao seu dia a dia e passam a conviver com adultos e crianças inicialmente estranhos. 

A adaptação é esse momento de transição em que a criança vai se habituando à nova rotina longe dos familiares que tem como referência. Dia após dia, ela vai criando um vínculo com os professores, coleguinhas e atividades, sentindo-se cada vez mais segura.

Não existe um tempo determinado para essa transição. "Em geral, o período inicial da adaptação dura entre uma ou duas semanas, mas depende da criança, da família e de suas experiências anteriores relacionadas às separações que enfrentamos na vida", explica Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto Avisa Lá, de São Paulo.

Algumas posturas podem facilitar a chegada dos pequenos a esse novo universo. Confira respostas às principais dúvidas sobre adaptação na Educação Infantil:



Planejamento e recepção


1. Como se planejar para o período de adaptação?
Antes do início das aulas, é interessante que a escola faça uma entrevista com os responsáveis para compor uma ficha com informações detalhadas sobre cada criança. Esse encontro também é uma oportunidade de criar um vínculo entre a instituição e a família e dar mais segurança aos pais.

Vale questionar sobre brincadeiras preferidas, medos, quem está presente no cotidiano da criança, quanto tempo ela costuma passar com os pais, além de cuidados especiais de saúde e alimentação. Com essas informações, fica mais fácil planejar atividades de acordo com os interesses e experiências das turmas. 

2. Como deve ser a recepção às crianças?
O professor deve demonstrar interesse em saber como a criança está, mesmo que ela esteja agarrada ao colo da mãe, para criar uma aproximação e transmitir segurança, mas sem forçar uma relação que ainda está sendo criada.

Para que a criança estabeleça um primeiro vínculo, o ideal é que seja recebida sempre pela mesma pessoa, de preferência, algum dos educadores da turma. No entanto, aos poucos, é preciso que ela crie consciência de que a creche é um espaço coletivo. Ocasionalmente, o responsável pela recepção pode se ausentar, por isso, é importante que esteja familiarizada com toda equipe auxiliadora para se sentir segura.





Participação da família


3. Como orientar os pais a preparar as crianças para a Educação Infantil?
Para os pequenos de até dois anos, sua rotina deve ser preservada ao máximo. O diálogo entre família e educadores é importante para entender os hábitos da criança e minimizar mudanças na transição casa-instituição escolar.

Por volta dos dois anos e meio, já é possível explicar esse novo momento e tirar dúvidas dos pequenos para que se sintam mais confortáveis. "É essencial envolver a criança nos preparativos para ir à escola, como arrumar a mochila e a lancheira. Isso faz com que ela perceba que está sendo cuidada e que se sinta participante", recomenda Cisele.

4. Como deve ser a despedida dos familiares? 
Este momento costuma ser regado a choro e negação da separação. Para evitá-lo, alguns pais aproveitam a distração dos filhos para ir embora despercebidos. Cuidado com esse tipo de atitude: no momento em que a criança percebe que está sozinha, o choro vem acompanhado de um sentimento de abandono e desespero.

A despedida é fundamental para a adaptação. "Por mais difícil e doloroso que seja para ambos, construir uma relação com os filhos pautada na confiança e na honestidade é sempre melhor. A clareza da despedida é saudável e necessária", explica Cisele.

5. Que tipo de orientação o professor pode dar para tranquilizar os familiares?
Ansiedade e insegurança são comuns na adaptação, um período intenso e repleto de novidades. Essa sensação deve diminuir na medida em que a família estabeleça uma relação de confiança com a escola.

"Se os familiares encararem a entrada na escola como algo positivo, que gera autonomia, crescimento, amadurecimento e ajuda na socialização, será ótimo para todos. Se for vivenciada como culpa pelo abandono, será difícil para todos", coloca Cisele Ortiz. 

Por isso, é importante que o educador "demonstre segurança, confiança de que tudo vai dar certo e conte para os pais sobre as atividades que serão realizadas", como propõe Ana Paula Yazbek, sócia-diretora do Espaço da Vila - Berçário e Recreação, em São Paulo.

6. Os pais devem estar presentes no período de adaptação? 
Os pais são essenciais nesse processo. A integração entre família e escola deve acontecer desde o começo. Na creche, é importante que algum familiar acompanhe o pequeno o tempo todo nos primeiros dias, para não deixá-lo sem referência e prolongar uma adaptação mais sofrida.

Nessa fase, os aspectos sensoriais exigem bastante atenção do educador. Até 10 meses de idade, os bebês sentem muita diferença no modo como as fraldas são trocadas ou como são colocados para dormir, por exemplo. Assim, a presença dos pais ajuda o professor a conhecer bem os hábitos de cada criança.

"Na pré-escola, as crianças são ávidas por fazer amigos, já falam bem e têm mais autonomia", explica Cisele Ortiz. Sua adaptação costuma ser mais tranquila e pode ser realizada em pequenos grupos de duas ou três crianças para facilitar sua integração. Mesmo assim, a presença dos familiares não deve ser dispensada. Nos primeiros dias, eles podem ajudar os pequenos a se ambientar ao local e ao tempo de execução das atividades.





Choro, objetos de apego e atividades


7. O que fazer quando a criança chora pela ausência dos pais?
"Não se pode banalizar o choro. É como se a criança estivesse dizendo: ?que lugar é esse? Quem são vocês e o que eu estou fazendo aqui??. Tentar mostrar o que está acontecendo e o que vai acontecer ajuda", analisa Ana Paula Yazbek. O ideal é que o professor conforte os pequenos e converse sobre o reencontro com os pais, além de oferecer atividades atrativas que possam atrair sua atenção.

No berçário, como a adaptação acontece na presença dos pais, o bebê entende que sua referência afetiva conhece aquele lugar e vai criando sua ambientação. Num segundo momento, quando os familiares deixam de estar presentes, é importante que a criança se sinta acolhida. Os objetos de apego podem ajudar a confortá-las por remeterem ao ambiente familiar.

8. Criança que não chora já está adaptada?
O choro é uma forma de comunicação, mas algumas crianças se sentem retraídas e não choram. "Não é porque a criança não está dando trabalho que ela não precisa de atenção. É preciso olhar para essas crianças, acessá-las e inseri-las nas atividades em que a turma está envolvida respeitando sua vontade, mas sem ignorá-las", recomenda Ana Paula.

9. O que fazer quando a criança tem objetos de apego?
  Objetos de apego, como paninhos, chupetas e brinquedos, dão segurança emocional aos pequenos, pois remetem ao conforto do ambiente familiar. Por isso, não é indicado que o professor "desafie" as crianças a descartá-los durante o período de adaptação. Mais tarde, esse significado vai se perdendo e o educador pode delimitar momentos em que tais objetos sejam deixados de lado para não atrapalhar movimentos e até a fala, por exemplo, durante as refeições ou brincadeiras.

10. Quais atividades são mais indicadas para o período de adaptação?
O ideal é que o professor planeje as atividades de acordo com a faixa etária e as informações recebidas nas entrevistas com os familiares. As propostas podem ser simples, o importante é que não sejam muito diferentes das que farão parte do dia a dia das crianças ao longo do ano, para evitar expectativas frustradas.

"Roda de histórias, roda de conversa, atividades com pintura, melecas e transformações, brincadeiras ao ar livre com areia, terra ou barro são atraentes para as crianças maiores. Para as menores, é preciso focar nos cuidados essenciais e na manutenção da sua rotina", explica Cisele.

"Levar algo produzido na escola para casa, como um desenho ou uma massinha, é interessante, porque faz com que a criança fortaleça o vínculo entre os dois ambientes", destaca Juliana Lichy, coordenadora pedagógica da Escola Criarte.


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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Os Pequeninos de Deus - Obra do Padre Luciano Gontijo Pires !

Conheça os trabalhos da Sociedade Pequeninos de Deus
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Conheça os trabalhos da Sociedade Pequeninos de Deus


Tudo começou com o casal arcoense Rosa Gontijo Pires e Jarbas Ferreira Pires (in memoriam), cujas vidas eram dedicadas, prioritariamente, à família e aos pobres. Ele, tabelião, autodidata e escritor; ela, normalista e dona de casa. Pais de seis filhos: Josué, Antônio, Joaquim, Lúcia, José e Luciano, o qual optou pela vida sacerdotal: Padre Luciano Gontijo Pires. Ao receber como herança um terreno no bairro Bom Retiro, em Arcos, decidiu construir ali uma obra a serviço da comunidade. 

Luciano foi ordenado padre pela Arquidiocese de São Paulo, em 12 de dezembro 1978. Trabalhou como pároco e coordenou diversas pastorais na mesma Arquidiocese. Quando decidiu que iria fundar em Arcos a Sociedade Pequeninos de Deus, recebeu a autorização e o incentivo de seu superior, o então Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, e do bispo da Diocese de Luz/MG, Dom Belchior Joaquim da Silva Neto, que o acolheu. Desde então, ele está autorizado a trabalhar em Arcos, mesmo sem pertencer às paróquias locais, às quais tem auxiliado generosamente. 

“Providencialmente estou aqui em minha terra natal, presente de Deus, e me dedico, prioritariamente, a atender às Obras Os Pequeninos – Sociedade Pequeninos de Deus (SPD), mas também atendo às necessidades das paróquias que me solicitam, seja na Diocese de Luz ou em outras. Participo, na medida do possível, da vida da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, a qual pertenço, especialmente na Região Episcopal Belém, por exemplo, em missas, retiros, cursos, encontros, palestras, reuniões e outras atividades”, conta. 

Na primeira semana de janeiro de 2014, Pe. Luciano vai comemorar 25 anos em Arcos, apesar de suas idas e vindas e muitas viagens, até mesmo para o exterior. Na Arquidiocese de São Paulo, nos seus primeiros anos de sacerdócio, ele fundou na paróquia de Santa Catarina de Alexandria o Centro Social ‘Santa Catarina’, em São Paulo, capital, a fim de acolher e servir crianças de rua, há 33 anos. 

Por volta de dez anos depois, após passar algum tempo nos Estados Unidos, já em Arcos, empenhou-se na construção da ‘Casa Mãe’, que é a sede das Obras Os Pequeninos’, no bairro Bom Retiro. A Sociedade Pequeninos de Deus foi fundada em 14 de maio de 1989, portanto, em maio próximo (2014) completará 25 anos, celebrando Bodas de Prata. A Celebração Eucarística de fundação em Arcos contou com a presença do Bispo Diocesano de Luz, Dom Belchior, e muitos representantes da comunidade. Pe. Luciano conta que “a fundação se deu num belo domingo – que era Dia das Mães, Dia de São Matias, Apóstolo e Dia de Pentecostes”. Ele afirma que isso não foi programado. “Foi providencial!”. E define: “A Comunidade Os Pequeninos são jovens e adultos a serviço das crianças, das mães e dos idosos de modo especial”. 

A construção – sede e ‘Casa Mãe Os Pequeninos’ – tem 2 mil metros quadrados divididos em três andares, sendo o primeiro para a ‘escolinha’ – onde as funcionárias da creche dão suporte às crianças em idade escolar, que são alfabetizadas nos Centros de Educação Infantil do município; o segundo para o berçário; e o terceiro é um amplo salão para diferentes atividades, a exemplo de almoços com renda destinada à instituição, celebrações, cursos, encontros, reuniões, festas, recreações, convenções e shows. A ‘Casa Mãe’ conta também com um amplo pátio que serve de recreação e outras atividades. 

Atualmente são cerca de cem crianças atendidas (com idade entre 5 meses a 5 anos), de segunda a sexta, de 7 horas às 17 horas. Neste período elas têm três refeições diárias: café da manhã, almoço e lanche. A maioria delas, segundo Pe. Luciano, são de famílias de trabalhadores e trabalhadoras. 

‘Casa Nossa Senhora Aparecida’

Em continuidade à proposta de trabalho em benefício da criança, também foi criada há 12 anos a ‘Casa Nossa Senhora Aparecida’, no bairro Floresta, com a mesma finalidade, ou seja, o mesmo trabalho realizado na Creche Os Pequeninos (alimentação e suporte educacional, sendo que as crianças são alfabetizadas em Centros de Educação Infantil). Nesse espaço são atendidas de 15 a 20 crianças atualmente. “Esta casa nos foi doada pelo generoso Sr. José Ambrósio, da comunidade de São Domingos”, informa Pe. Luciano. 

Obra da ‘Casa de Oração e do Idoso’ da SPD está em fase de cobertura

Além do trabalho com as crianças, Pe. Luciano idealizou e está realizando atividades de atenção ao idoso. A obra da "Casa de Oração e do Idoso" - numa área de 1.200 metros quadrados - está em fase de cobertura. É localizada ao lado da creche "Os Pequeninos". 

No pavimento inferior, funciona um amplo "bazar da pechincha". Nesse projeto, um grupo de idosos já vem se reunindo todos os sábados, às 15 horas. Enquanto a "Casa de Oração e do Idoso" está sendo construída, os encontros - que já acontecem há dois anos - são realizados na sede e "Casa Mãe Os Pequeninos" e são tratados diversos temas relacionados aos idosos, com estudos, orações e confraternizações. 

Apoio da população e do poder público 

A "Obra Os Pequeninos de Deus" é mantida com ações da própria instituição e voluntários - a exemplo dos almoços beneficentes sempre no primeiro e terceiro domingo de cada mês, além de rifas, shows, chá beneficente, bazar da pechincha e outras iniciativas. São feitas também arrecadações ou doações da população, por meio das Carteirinhas, sendo que uma média de 600 pessoas contribuem mensalmente e de modo espontâneo; e a Prefeitura repassa uma subvenção. Pe. Luciano diz que ajuda bastante, mas não é suficiente. Neste ano de 2013, o valor anual da subvenção municipal foi de R$80 mil (menos de R$7 mil por mês). "Esperamos que continuem nos ajudando", diz Pe. Luciano. 

A coordenadora geral da creche, Adriana Aparecida Rodrigues Elmi, e o Pe. Luciano Pires são gratos à Administração Municipal por essa contribuição, mas comentam que o valor está defasado e um aumento ajudaria a melhorar o atendimento. Segundo Adriana, há algum tempo não existe aumento significativo, apenas reajustes. "Tenta-se, com esse recurso, priorizar o pagamento de funcionários, encargos sociais, contas de energia elétrica e abastecimento de água entre outros", comenta Adriana. Para complementar esses pagamentos e arcar com as outras despesas, eles contam com a ajuda da população que tem sido sensível e generosa. "Sempre tivemos um apoio grande da comunidade. Indústrias e comércios nos ajudam, mas sobretudo são as famílias, os trabalhadores e profissionais liberais que contribuem", enfatiza o padre, sempre grato a todos, inclusive ao poder público municipal. 

Principais dificuldades 

Segundo Pe. Luciano, a creche já chegou a atender mais de 200 crianças, numa época em que o número de funcionários contratados e voluntários era maior. Uma das dificuldades enfrentadas nos últimos anos é justamente encontrar pessoas disponíveis para o trabalho. “Atualmente, 15 pessoas estão contratadas e contamos com cerca de 50 voluntários, mas queríamos mais”, destaca. Ele também observa a necessidade de maior participação dos pais no acompanhamento à educação das crianças; assim como gostaria de ver uma maior presença e participação das famílias e da comunidade em geral nas celebrações, na vida e nos trabalhos da Creche. 

O padre lembra que iniciou os trabalhos na creche com a participação de muitos adolescentes e jovens, além de adultos, senhores e senhoras, na época da fundação. “Hoje, são muitas as crianças que, uma vez tornados adultos, já têm garantido seu primeiro emprego e a oportunidade de adquirirem experiência, pois são excelente força no mercado de trabalho. Também existem funcionários e voluntários nas obras que já foram nossos alunos. Mas hoje temos uma defasagem de jovens que queiram fazer uma experiência nesse trabalho e vida a serviço de pessoas mais carentes. Falta uma educação, incentivo e exemplo nesse sentido, a partir da família ou até mesmo das escolas e da sociedade em que vivemos”, observa. 













Senhora Ana - chefe de cozinha ( Comida deliciosa )





Se você quer ajudar, o telefone da instituição é: (37) 3351-3074. Ligue para obter outras informações.

Pe. Luciano Pires: o idealizador das obras

Pe. Luciano Pires é graduado em Sociologia pela PUC em Campinas; Teologia, pela PUC em São Paulo; pós-graduado em Teologia em Harvard (nos Estados Unidos), que é uma das instituições educacionais mais conceituadas do mundo; e pós-graduado na área de Sociologia na USP (Universidade de São Paulo). Fala quatro línguas: inglês, francês, italiano e espanhol. Mesmo com outras propostas recebidas, inclusive quando morou nos Estados Unidos e esteve na Europa, decidiu dedicar seu conhecimento e seu trabalho às comunidades mais ncessitadas do Brasil e especialmente em Arcos, sua terra natal. 

A partir de janeiro de 2014, Luciano Gontijo Pires será o padre que está no Município há mais tempo: 25 anos, dos seus 35 anos de ordenação sacerdotal. “Apesar das propostas de trabalhar em obras de outras paróquias e também em missões no exterior, providencialmente optei por ficar em Arcos [...]. Achei o que Deus queria de mim. Cada vez mais ‘Os Pequeninos’ estão buscando, de fato e de direito, uma comunidade de trabalho, fé e vida, porque são jovens e adultos a serviço da criança ao idoso, evangelizando e educando na fé cristã”, conclui Pe. Luciano Gontijo Pires, desejando a todos um feliz Natal e um feliz Ano Novo.

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domingo, 2 de agosto de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

2015 - 26 Anos (Os Pequeninos)


Memórias : Jarbas Ferreira Pires

A história de um tabelião e registrador notável


A reportagem da "Autêntica" viajou até a cidade de Arcos, a 200 quilômetros da capital mineira, com a missão de resgatar a memória de um brilhante notário e registrador, nascido há 105 anos. Parte importante da história da atividade, em Minas e no Brasil, foi escrita por Jarbas Ferreira Pires, que ocupou os cargos de escrivão judicial, tabelião e oficial dos registros públicos e faleceu em 1990, aos 91 anos.

Momentos da vida familiar, profissional social de Jarbas Pires são relembrados em depoimentos emocionados de filhos, amigos e conterrâneos. Pessoas que tiveram suas trajetórias influenciadas pelas idéias e ensinamentos de um profissional autodidata, que, apesar de ter estudado somente até o terceiro ano primário, deixou um legado de grande valor aos serventuários. Além de importantes obras publicadas - "Atos dos Tabeliães" e  "Das relações de Parentesco" - Pires ensinou que a retidão e o cumprimento do dever são os principais valores da profissão. O seu exemplo enobrece e valoriza a atividade notarial e de registro.

Jarbas Ferreira Pires começou a trabalhar no Cartório de Paz e Notas do Distrito de Arcos, aos 23 anos, seguindo os passos do seu pai, Joaquim Ferreira Pires. Foi escrivão interino e, após dois anos, tornou-se Escrivão de Paz titular, cargo que exerceu até a instalação da Comarca de Arcos, em 1950. A partir de então, desempenhou as múltiplas funções das serventias judiciais e extrajudiciais, assumindo as atribuições de Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais, Oficial de Registro de Imóveis, Oficial de Registro de Títulos e Documentos, Oficial de Protestos e Oficial de Registro Civil das Pessoas Jurídicas.

O pároco de Arcos e filho de Jarbas Pires, Padre Luciano Gontijo Pires, define o pai como um homem metódico, com uma linha de pensamento marcante e pedagogia exemplar. A veia jurídica, a organização e a fé profunda eram algumas de suas fortes características. Admirado por sua competência e honestidade, merecia a confiança da população para solucionar questões relacionadas ao Direito Civil, inclusive o de Família. “Todos o procuravam em busca de conselhos, de juízes a pessoas mais simples. Era consultado como se fosse graduado em Direito, mas sequer completou o terceiro ano primário”, conta Padre Luciano, deixando clara a forte presença paterna na vida da cidade.

Outro filho, o advogado Antônio Pires, se recorda da maneira especial de Jarbas Pires orientar as pessoas sobre os seus direitos. Certa vez, perguntado porque não teria sido advogado ou juiz, o pai respondeu mineiramente: “Posso, de maneira modesta e eficiente, servir melhor às pessoas como escrivão, tabelião ou mesmo conselheiro”. No Cartório de Paz e Notas e depois no antigo Fórum, Jarbas Ferreira Pires honrou ainda mais a sua profissão. “Ele deixou aos novos tabeliães e escrivães uma elevada mentalidade de organização e honestidade no cumprimento do dever”, afirma um dos grandes amigos de Jarbas e também sobrinho, Humberto Soraggi.

Profundo admirador de Jarbas Pires, Humberto Soraggi Filho lembra que o tio assumiu o cartório com muitas incertezas a respeito do exercício da profissão. Para resolvê-las, ia à sede da Comarca, em Formiga, para esclarecer dúvidas com os antigos serventuários. “Logo depois, concluiu que não precisava mais ir à Formiga. Passou a comprar livros e a estudar sozinho, cada vez mais”, conta. A persistência e a disciplina fizeram de Jarbas Pires um notário e registrador competente, além de grande conhecedor da língua portuguesa. Quando não encontrava respostas nos seus livros, fazia viagens para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, somente com a finalidade de consultar bibliotecas.

Já aposentado, depois de tantos serviços prestados ao Estado, decidiu dedicar-se ainda mais ao estudo das Letras, sem deixar de atender e orientar as pessoas que o procuravam, sobretudo para questões jurídicas e até de ordem moral.

Jóia rara do notariado brasileiro


Quando, em 1973, assumi o tabelionato de notas em Belo Horizonte, a principal obra sobre prática notarial que tinha em mãos era a de Jarbas Ferreira Pires, que a Forense publicou com esta vaga e ampla referência ao autor: “Ex-tabelião e ex-Oficial dos Registros em Geral”. 


Em 25 de janeiro de 1988, o Jornal do Brasil deu notícia de seu precioso dicionário à procura de editora. Só então fiquei sabendo que o genial autodidata estava aposentado como tabelião de Arcos, MG. Guardei o recorte do JB na expectativa de um dia homenagear tão especialíssima criatura de Deus, jóia rara do notariado brasileiro.
Pois o momento é este: não de glória vã, da qual fugia o modesto homenageado, falecido há 13 anos; mas sim de contribuir para perenizar seu labor paradigmático, em circunstâncias assaz adversas, e engrandecer a instituição notarial. 

O trabalho jornalístico é da Scritto Assessoria em Comunicação e para ele colaborou Américo Portela, tabelião aposentado de Formiga, MG, a quem agradecemos.

João Teodoro da Silva
Coordenador da Revista Autêntica
Tabelião do 6º Ofício de Notas de Belo Horizonte/MG

Uma vida simples e sábia

Jarbas Ferreira Pires nasceu, viveu e morreu de maneira simples, humilde e sábia. Sua competência é ressaltada no sentimento e na observação do povo de Arcos, cidade do Oeste mineiro. A baixa escolaridade não foi obstáculo para a busca do conhecimento. Jarbas estudou o Código Civil e era profundo conhecedor das leis. No seu cartório, além do ofício específico, não era possível esquivar-se de aconselhamentos e pareceres gratuitos. Construiu sua carreira de serventuário tendo como base a confiança e a amizade de quem necessitava de seus serviços.

Era um patriarca não apenas em relação à família, mas ao seu povo e à cidade que tanto amava. Os amigos contam que o seu porte esguio, os gestos comedidos e o falar polido, decidido e franco constituíam o retrato do seu interior. “Era uma pessoa elegante nos modos e no trato com as pessoas”, destaca o advogado Antônio Gontijo Pires, um dos filhos de Jarbas.                                   

Nascido no dia 4 de dezembro de 1898, Jarbas Pires foi um homem que ajudou a construir a história de Arcos. Durante quase 50 anos dedicou-se admiravelmente à esposa Rosa Gontijo Pires, a quem chamava carinhosamente de Adi. Pai de família exemplar, criou os seis filhos - Josué, Antônio, Joaquim, Lúcia, José e Luciano - para serem bons cidadãos e profissionais respeitados. Morreu no dia 2 de julho de 1990, aos 91 anos de idade.

Álbum de Família


A “Autêntica” reproduz, com exclusividade, fotos do acervo particular da família Ferreira Pires. Algumas das imagens foram feitas pelo próprio Jarbas, o primeiro da cidade a ter uma máquina fotográfica.



A Casa dos Pequeninos, um projeto social

O serviço à comunidade sempre norteou a vida de Jarbas Ferreira Pires, que passou aos filhos essa nobreza de caráter. A Chácara Bom Retiro, de sua propriedade, hoje abriga uma obra social, idealizada pelo Padre Luciano Gontijo Pires: a Casa Pequeninos de Deus, que foi construída há 15 anos no terreno doado pelos pais. Trata-se de uma instituição sócio-educativa, cultural e de formação religiosa. Dela fazem parte sócios, amigos, colaboradores, equipes de serviços e voluntários.

Dedicada a crianças e adolescentes, a instituição conta hoje com uma extensão, a Casa de Nossa Senhora da Paz, no bairro Floresta. São mais de 18 tipos de serviços prestados à comunidade, como creche em tempo integral, aulas de reforço, promoção da saúde, atividades artísticas, dentre outros. 

A iniciativa hoje é conhecida como Obras Os Pequeninos, devido à abrangência de sua atuação na comunidade. Em janeiro de 2000, nasceu a Sociedade Lar e Vida Os Pequeninos, destinada a idosos e jovens.

Jarbas, na visão dos filhos e amigos

“Meu pai era um homem muito voltado para os filhos e a esposa. Sempre estava conosco e à noite costumava contar muitas histórias, sobretudo da Bíblia. Mais tarde, estudando Teologia, percebi que já tinha aprendido aquelas passagens, quando criança. Para mim, isso foi muito significativo.


Ele foi um pai que nos orientou dentro dos princípios religiosos, na tradição da família mineira. Sabendo que Arcos não tinha muitos recursos, nos enviou para outras cidades, para que estudássemos e seguíssemos a nossa vocação. Para ele, o estudo e a formação eram os maiores presentes que podia nos dar.
Quando manifestei o desejo de ser padre, ele me animou e disse que gostaria que eu investisse também em uma carreira profissional. Queria que eu me formasse e, quando estivesse mais maduro, decidisse sobre minha real vocação. Continuei meus estudos e me formei em Sociologia. Um dia, mostrando meu diploma, ele ficou muito feliz e disse: ‘agora você pode ser padre’. Depois da Sociologia, fiz Teologia, mas já estudava no seminário. Ele me incentivou muito.”
Luciano Gontijo Pires


“Aprendi quase tudo do Tabelionato com ele. Sempre foi muito sensato e não ficava preso a formalidades. Uma vez me disse que, em casos de dúvidas, adotasse o seguinte princípio: nada contra a lei. Não sendo contra a lei, que eu não fosse formalista. Dizia ainda: facilite as coisas que possa facilitar, sem ferir a lei. Pratiquei isso. Existem pessoas excessivamente formalistas, Jarbas não o era e eu também não o fui. Procurei segui-lo na honestidade e no caráter melhor lição que tive dele.

Outro fato me marcou muito: quando assumi o Cartório, havia um processo de inventário vindo da Comarca de Formiga. O primeiro Juiz da Comarca notou que o processo estava desordenado e ninguém conseguiria terminá-lo. Então, não teve dúvida, chamou Jarbas Pires, mesmo ele não sendo advogado. Só assim foi possível terminar o trabalho.”

Humberto Soraggi Filho,
sobrinho, amigo e tabelião aposentado

“Quando comecei a trabalhar no cartório, Jarbas já era conhecido em todas as cidades vizinhas e ajudava os seus colegas a discernir qualquer assunto que precisassem no cartório. Foi o ‘baluarte’ da formação da nossa cidade, contribuindo muito para o trabalho de um bom tabelião. Todos aqueles que o seguiram conquistaram admirável conhecimento da formação cartorial. Como homem da Justiça e cidadão, ajudava plenamente a população, não apenas financeiramente, mas intelectual e moralmente. Com o tempo, Jarbas me comunicou que ia se aposentar e gostaria que eu continuasse o trabalho à frente do cartório. Com ele, aprendi a sinceridade, a honestidade e o modo de me conduzir dentro da sociedade.”

Francisco Dias de Carvalho Filho, amigo e 
tabelião aposentado,
que substituiu Jarbas Pires no Cartório 
dos Registros Públicos

“Ele tinha o interessante hábito de ilustrar os seus ensinamentos com provérbios, o que facilitava a memorização. Mesmo não tendo escolhido a profissão de serventuário, ele sempre me influenciou muito. Optei por ser advogado, mas o Tabelionato está diretamente ligado ao Direito. Ele se preocupava muito com o futuro profissional dos seus filhos e esse era um assunto freqüente em nossas conversas. Desde cedo, devido ao trabalho do meu pai, convivi muito com o Poder Judiciário e isso me ajudou muito”.
Antônio Gontijo Pires,
advogado e filho de
Jarbas Ferreira Pires



“Quando eu me casei, ainda muito jovem, fomos morar na casa do Sr. Jarbas e de D. Rosa. Ele me acolheu como filha e a nossa convivência diária me fez amadurecer. A família era sua grande alegria. Ele envelheceu com sabedoria e valorizava a vida: sabia se cuidar muito bem, caminhava, fazia exercícios. Sua vitalidade despertava a curiosidade de várias pessoas, que o procuravam pedindo dicas de alimentação e saúde. A confiança do povo em seus conselhos extrapolava a área do Direito.”

A nora Iêda Lúcia Gontijo Raimundo Pires, ao lado do marido,
o industrial José Gontijo Pires



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Sociedade Pequeninos de Deus

O Pequeninos


Perguntas Frequentes

Como faço para ajudar o(a) Sociedade Pequeninos de Deus?
Para ajudar a instituição, entre em contato pelo telefone 37-33513074, e marque uma vista com o responsável. Todas as instituições gostam de ser visitadas, desde que se tenha o cuidado de marcar antes a visita. 
Como fazer doações de objetos para o(a) Sociedade Pequeninos de Deus?
O ideal é verificar com a instituição, pelo telefone 37-33513074, quais as necessidades atuais de doação (caso a lista não esteja disponível nesta página). Para entregar os objetos normalmente não é necessário marcar hora. Geralmente as instituições não buscam doações na casa dos doadores, sendo necessário entregar direto na instituição. 
Como fazer doações em dinheiro?
Muitas instiuições dispõe em seu site informações sobre doações em dinheiro, informando o banco, agencia e conta para depósito. Caso a instituição não tenha site, ou informações bancárias não estejam disponíveis no site da instituição, entre em contato com a instituição, pelo telefone 37-33513074 e verifique como fazer doações em dinheiro.Você poderá fazer uma doação única, ou se transformar em um doador constante, doando mensalmente, por exemplo.
Como fazer trabalho voluntário no(na) Sociedade Pequeninos de Deus?
O ideal é verificar com a instituição, pelo telefone 37-33513074, quais as necessidades atuais de trabalho voluntário (caso a lista não esteja disponível nesta página). 
Outras dúvidas?
Envie um e-mail para o(a) Sociedade ospequeninos@twister.com.br